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Geografia
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Geomorfologia Geologia
Clima
População
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APRESENTAÇÃO <<
A Baixada Fluminense
é uma região que vem afirmando-se ao longo das décadas
que sucederam a II Guerra Mundial. Tem um grande crescimento demográfico
como resultado de um longo processo migratório advindo das
diversas regiões do território brasileiro e de diversas
nações do mundo. Seu processo de urbanização
ocorreu após o projeto de saneamento ocorrido na década
de 1930, no Governo de Getúlio Vargas e que tinha como objetivo
principal transformar a região como grande área agrícola
e de produção de hortifrutigranjeira da então
capital federal a Cidade do Rio de Janeiro.

O saneamento
e enxugamento do solo acabou liberando a região para ocupação
acelerada de grandes contingentes populacionais que chegavam ao
Rio de Janeiro em busca do eldorado após a Revolução
de 1930 e que via nos grandes centros urbanos a solução
para as graves crises ocasionados com a decadência do capitalismo
liberal em 1929.
Sofreu a Baixada
ao longo do século XX um inchaço populacional, descaracterizando
sua vida rural, no entanto recebeu migrantes de zonas rurais, seu
distritos e futuras cidades guardam uma mistura de costumes urbanos
e rurais.

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HISTÓRIA <<
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GEOGRAFIA <<
A
Baixada da Guanabara, tem uma área aproximada de 3.800 km².
É formada por uma extensa bacia hidrográfica com os
rios: Rio Meriti-Pavuna com 450 km²; Iguassú com 650
km²; Estrela-Inhomirim com 450 km²; Surui com 150 km²;
O Magé com 150 km²; Macacú com 1.750 km²
e o Guaxindiba com 20 km².
Os rios da baixada drenam para duas grandes bacias, a Baía
de Guanabara e a Baía de Sepetiba. Estes rios são
fortemente influenciados pelo relevo. Em geral nascem das serras
e maciços e descem nas encostas abruptamente formando cachoeiras.
Quando chegam à planície onde a declividade é
pequena, encontram dificuldades de escoamento. Assim naturalmente
formam várias curvas (meandros) até chegarem ao mar.
Com o assoreamento dos rios causado pelo desmatamento das encostas
e margens, formou-se, ao longo destes, áreas inundadas, gerando
brejos e alagados. Atualmente a maioria dos rios encontra-se retilinizados
ou canalizados, porém as inundações periódicas
continuam.
Na Bacia da Baía de Guanabara o principal rio é o
Iguaçu , que deu nome à cidade, para onde correm vários
afluentes como o Botas e o Tinguá. Antes de desaguar na Baía,
o Iguaçu foi ligado artificialmente ao Sarapuí, que
atravessa o que hoje é o município de Mesquita. Outro
importante rio é o Meriti.
Na Bacia de Sepetiba o principal rio é o Guandu, formado
pelo encontro do Ribeirão das Lajes e pelo rio Santana. No
entanto é preciso esclarecer que o grande volume de água
do Guandu, que é captado para tratamento e abastecimento
do Grande Rio, não é proveniente da região.
Na verdade a maior parte de suas águas é proveniente
do Rio Paraíba do Sul, através de um sistema de barragens
e elevatórias que começa em Barra do Piraí
e termina jogando água no Ribeirão das Lajes.

RIO GUANDU
Em ambas as bacias os rios, estão completamente poluídos
por esgoto doméstico lançado sem nenhum tratamento
na maioria dos casos. Só não estão contaminados
nos seus altos cursos, próximos às nascentes no alto
das serras e maciços. Na Reserva Biológica de Tinguá
ainda existem barragens de captação de água
que servem para abastecer centenas de milhares de pessoas no Grande
Rio.
Somando-se aos afluentes maiores dos rios que formam estas bacias
havia no passado uma infinidade de pequenos riachos, córregos
e igarapés, lagoas e pântanos que recebendo estas águas
acabavam por formar a nascente de alguns rios, como o Meriti e o
Pavuna.
Ao longo do século XIX e XX tornaram-se extremamente poluídos,
tendendo a desaparecerem ao meio de grande processo de assoreamento.

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VEGETAÇÃO <<
A
cobertura vegetal da Baixada Fluminense, como área no entorno
da Baia da Guanabara, sofreu ao longo dos séculos XVI ao
XIX um processo de desmatamento. Primeiramente para o plantio de
cana de açúcar, da agricultura de subsistência
e do gado. Posteriormente com o café nas encostas, tendo
o seu golpe final como fonte de energia para movimentar a locomotiva,
no uso caseiro na cidade do Rio de Janeiro e nas caldeiras das indústrias
que surgiram a partir da segunda metade do século XIX.

VISTA PANORÂMICA
DA BAIXADA FLUMINENSE
Sua cobertura vegetal era floresta nativa, do tipo mata atlântica,
de grande exuberância, hoje resta algumas áreas de
pastagens e nas áreas de intenso processo de urbanização
o plantio de árvores ornamentais e nos terrenos das residências
árvores frutíferas de clima tropical.
As únicas áreas onde esta floresta não ocorria
era nas áreas alagadiças nas margens dos rios, onde
predominava uma vegetação baixa adaptada a longos
períodos embaixo d’água, por isso era chamada
de vegetação de várzea. Nas áreas próximas
à Baía de Guanabara onde havia influência da
maré, existiam manguezais.
A ocupação agrícola e depois urbana descaracterizou
boa parte desta vegetação original, no entanto, cerca
de 1/3 da baixada ainda possui florestas nativas ou secundárias
em avançado estágio de regeneração,
principalmente nas áreas mais íngremes dos maciços
de Tinguá e de Gericinó, onde existem duas unidades
de conservação, a reserva Biológica do Tinguá,
com cerca de 26.000 hectares e o parque Municipal de Nova Iguaçu,
com cerca de 1.000 hectares. Nas demais áreas existem campos
de capim colonião e capoeiras e capoeirões, onde o
capim e algumas árvores se intercalam.

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GEOMORFOLOGIA <<
A
topografia da Baixada Fluminense, apresenta-se bastante diversificada,
na realidade chamamos de baixada devido ao predomínio de
terrenos com cotas bastante baixas em relação ao mar,
no entanto longe de ser área abaixo do nível do mar.
Há nestas áreas, inclusive, a presença de uma
infinidade de morros do tipo meia laranja, e até regiões
com grande presença de elevações como o caso
de São João de Meriti, com 34 km2 e mais de 40 elevações
acima de 100 metros. Elevações médias em Nilópolis
e Belford Roxo, crescendo a medida que atinge Queimados e Japerí.

Em Nova Iguaçu ao norte temos as vertentes da Serra do Mar
e o maciço do Tinguá, onde se encontram as maiores
elevações do território, próximas de
1700 metros de altitude. No Sul encontra-se outra elevação,
o Maciço Mendanha-Gericinó, que é também
chamada de Serra de Madureira ou, mais recentemente, Serra do Vulcão.
Neste, o ponto mais alto chega a 974 metros de altitude. Entre estes
dois maciços encontra-se uma série de pequenos morros,
colinas e maciços, que mal chegam a 60 metros de altitude,
com exceção dos maciços de Tinguazinho e São
Jose que ultrapassam os 200 metros. Nos vales e depressões
existentes entre estas elevações temos várias
planícies que em geral acompanham os rios. Nestas partes
mais baixas ocorrem constantes inundações, formando
brejos e alagados, principalmente à medida que se aproximam
da Baía de Guanabara.
Os municípios de Duque de Caxias e Magé, devido à
extensão dos seus territórios, o predomínio
é de baixadas com algumas elevações perdidas
ao longo do território que costeia a baia da Guanabara.
Podemos assim concluir, nos chamamos de baixada uma região
que não é homogênea na sua topografia. A sua
heterogeneidade possibilitou a sua ocupação e com
diversificada produção econômica, da cana ao
café nos terrenos secos, do feijão a mandioca e ao
milho nos terrenos úmidos, do arroz nas terras alagadas.
Das várzeas às encostas o homem sempre dispôs
de meios para sua sobrevivência.

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GEOLOGIA <<
Apresenta
a região várias unidades diferenciadas quanto à
formação e quanto à idade o que acaba determinando
compartimentos ou unidades. A primeira delas é a Serra do
Mar, que circunda o Recôncavo da Guanabara e delimita o município
ao norte. Na verdade, esta “serra” é a borda
do Planalto Atlântico, formada por rochas magmáticas
e metamórficas, como granitos e gnaisses e que são
bastante antigas, da era Proterozóica,ou seja, mais de 600
milhões de anos. Encravada na Serra do Mar temos o Maciço
do Tinguá, uma elevação geologicamente recente,
que surgiu há 60 milhões de anos, já na era
Cenozóica, devido a grandes movimentos da crosta terrestre.
O Maciço de Tinguá é formado por rochas alcalinas,
bastante raras, entre elas uma que só existe lá, o
tinguaíto.
As rochas alcalinas também são encontradas na região,
no maciço Mendanha – Gericinó, que em Nova Iguaçu
toma o nome de Serra de Madureira. Este maciço é mais
raro ainda, pois foi formado pela atividade vulcânica que
deu origem a rochas chamadas de sienito. Neste maciço encontra-se,
quase intacta, a cratera de um antigo vulcão,
extinto (ainda bem) há 50 milhões de anos. Esta cratera
encontra-se bem próxima do centro da cidade logo acima da
Pedreira Vigné.
Entre estes dois maciços, encontram-se diversas colinas e
morros bastante antigos que, em geral, possuem uma grossa camada
de sedimentos antigos sobre rochas magmáticas mais antigas
ainda, com mais de 600 milhões de anos. Entre estas colinas
e ao longo dos rios encontramos áreas geologicamente recentíssimas
com menos de 20 mil anos. São os chamados sedimentos quaternários,
pois foram depositados após o ultimo recuo do mar, ocorrido
a 40 mil anos atrás.

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CLIMA <<
Devido
à sua localização, a aproximadamente 22o. de
latitude a região recebe uma grande quantidade de radiação
solar durante o ano e como está relativamente próximo
do mar, recebe deste grande quantidade de umidade. Assim, o território
é dominado pela massa de ar chamada de Tropical Atlântica,
responsável pelo céu azul e sem nuvens, mas que, quando
se encontra com elevações do terreno ou com outras
massas de ar, como a Equatorial Continental e Polar Atlântica
provoca bastante chuva, já que possui muita umidade suspensa
no ar.
Desse modo, o clima predominante na região é o Tropical
Típico, ou seja, é um clima quente e úmido,
com chuvas intensas, principalmente no verão e na maior parte
do ano. No entanto apresenta queda de temperatura e menor quantidade
de chuva no período do inverno. Nas encostas da Serra do
Mar e do Maciço de Tinguá, estas elevações
provocam as chamadas chuvas orográficas (ou de relevo) durante
o ano todo, não existindo estação seca como
no resto do município.
Nas partes mais altas dos maciços, acima de 500 metros a
temperatura cai e forma-se um tipo climático conhecido como
tropical de altitude, onde os termômetros chegam próximos
de zero grau no inverno. Resumindo, podemos dizer que o espaço
natural da baixada foi consideravelmente modificado, mas ainda apresenta
uma boa parcela de áreas preservadas. No entanto, vale ressaltar
que estas modificações ocorrem no processo de ocupação
do território onde a natureza foi elemento e condicionante
das formas de ocupação.

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POPULAÇÃO <<
A
população é diversamente heterogênea
e composta por povos de diversas origens raciais e culturais. Todos
os continentes estão aqui presentes, formando um mosaico
riquíssimo de tendências culturais, manifestadas nas
artes, na língua, nos comportamentos sociais, na política
e na economia. A baixada é urbana na configuração
e ocupação do espaço, porém, neste mesmo
espaço convive com práticas agro-pastoris. Está
exposta às influências massiva da mídia e ao
mesmo tempo convive com camadas populacionais de cultura eminentemente
urbana com todos os valores da sociedade industrial e de consumos
refinados.
Possui
o seguinte perfil de acordo com o censo demográgico de 2000:
| MUNICÍPIO |
ÁREA
Km² |
POPULAÇÃO |
ELEITORES |
| Belford
Roxo |
79,0 |
434.474 |
274.148 |
| Duque
de Caxias |
464,573 |
775.456 |
533.179 |
| Guapimirim |
360,813 |
37.952 |
30.170 |
| Itaguaí |
271,563 |
82.003 |
67.586 |
| Japeri |
82,832 |
83.278 |
57.175 |
| Magé |
385,696 |
205.830 |
138.124 |
| Mangaratiba |
351,653 |
24.901 |
26.746 |
| Mesquita |
34,767 |
166.080 |
120.261 |
| Nilópolis |
19,157 |
153.712 |
101.256 |
| Nova
Iguaçu |
523,888 |
754.519 |
485.020 |
| Paracambi |
179,374 |
40.475 |
26.754 |
| Queimados |
76,921 |
121.993 |
81.409 |
| São
João de Meriti |
34,838 |
449.476 |
333.917 |
| Seropédica |
283,794 |
65.260 |
41.891 |
Total |
3.149,66 |
3.395.409 |
2.317.636 |
FONTE: IBGE CENSO 2000 e TSE Quantitativo Eleitores (março/2005)